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A descoberta que pode abrir caminho para novos tratamentos contra perda de visão

retina
Esta imagem retrata células endoteliais da retina humana saudáveis ​​(à direita) e deterioradas (à esquerda), essenciais para a manutenção da visão. Foto: Duke University

Cientistas cultivaram pela primeira vez células da retina em laboratório a partir de células-tronco, em uma pesquisa publicada nesta terça-feira (30) na revista Nature. Nos testes em camundongos, as células regeneraram vasos sanguíneos e restauraram a função da retina, o que pode abrir caminho para novos tratamentos contra a perda de visão.

Engenheiros biomédicos da Universidade Duke, nos Estados Unidos, lideraram o estudo. A equipe buscava uma forma de produzir células endoteliais da retina sem depender da coleta em pacientes, processo caro e de disponibilidade limitada. Essas células formam parte da barreira que protege o tecido retiniano e regula a passagem de substâncias, mas essa mesma proteção dificulta tratamentos quando há deterioração.

“Quando esse tecido vascular especializado começa a se deteriorar, pode causar diversas doenças que levam à perda de visão”, afirmou o doutorando Parker Esswein, primeiro coautor do artigo. Os pesquisadores induziram células-tronco a se tornarem células endoteliais e depois as direcionaram para o tipo específico encontrado na retina. Em modelos de camundongos com vasos frágeis e desestruturados, as células se integraram ao tecido existente e ajudaram a formar vasos com barreiras resistentes.