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Cientistas descobrem conteúdo de jarro de 2,5 mil anos e encerram mistério de 7 décadas

Jarros de bronze fabricado há mais de 2,5 mil anos. Foto: University of Oxford

Uma equipe internacional de pesquisadores solucionou um mistério arqueológico de sete décadas ao identificar mel preservado em jarros de bronze de 2.500 anos encontrados em Paestum, antiga cidade grega no sul da Itália, há 70 anos. O estudo, publicado no Journal of the American Chemical Society, revelou que os recipientes continham favos de mel intactos, graças às propriedades conservantes do bronze.

A descoberta foi possível por meio de técnicas modernas de espectrometria e análise proteômica, que detectaram frutose e proteínas específicas da geleia real produzida pela abelha europeia (Apis mellifera). Os pesquisadores explicam que íons de cobre presentes no bronze agiram como agente biocida, protegendo o mel da decomposição microbiana ao longo dos séculos.

Os oito jarros analisados foram encontrados em 1954 em um heroon – santuário subterrâneo dedicado ao fundador mítico da cidade grega de Síbaris. Quando Síbaris foi destruída, seus habitantes fundaram Poseidonia (posteriormente chamada Paestum pelos romanos), onde o mel ritualístico foi preservado.