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Cientistas “ressuscitam” ave extinta há 300 anos; entenda

Escultura de ave da espécie dodô, extinta há 300 anos. Foto: Reprodução

A Colossal Biosciences, empresa americana especializada em biotecnologia, anunciou um avanço inédito na tentativa de trazer de volta o dodô, ave extinta há mais de 300 anos. Usando células germinativas de pombas e galinhas geneticamente modificadas como portadoras de DNA, os cientistas buscam recriar características físicas do animal e reintroduzi-lo nas florestas da Ilha Maurício.

O projeto utiliza a pomba de Nicobar, parente mais próximo do dodô, como base genética. O objetivo é criar uma população viável e geneticamente diversa capaz de se adaptar ao ambiente natural. A iniciativa, porém, desperta questionamentos sobre os impactos ecológicos de reintroduzir uma ave de grande porte em um habitat que já sofreu alterações desde sua extinção.

Especialistas apontam dilemas éticos e práticos no processo de “desextinção”. Críticos ressaltam que recriar animais não resolve o problema central da destruição de habitats e que os híbridos podem não representar o dodô original.

A Colossal argumenta que a tecnologia pode ajudar a conservar espécies ameaçadas e inspirar novos caminhos para a preservação da biodiversidade. A empresa recebeu novos investimentos, com nomes como o ex-jogador Tom Brady e o cineasta Peter Jackson entre os apoiadores.