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Cigarro faz mal aos pets: veterinária alerta para risco de câncer em animais

Homem fuma cigarro em ambiente fechado – Foto: Reprodução

Um coelho resgatado no Canadá chamou atenção ao ficar branco após um banho: sob a pelagem escura, havia fuligem e nicotina acumuladas. O caso, classificado como resultado do “fumo de terceira mão”, reacendeu o alerta sobre os perigos do cigarro para animais domésticos. Segundo especialistas, a fumaça e os resíduos de nicotina podem ser absorvidos pelos pelos, inalados ou ingeridos durante a lambedura, provocando doenças respiratórias, alergias e até câncer.

De acordo com veterinários, cães e gatos expostos à fumaça sofrem danos diferentes conforme a espécie. Felinos têm maior propensão a desenvolver linfoma, enquanto aves são extremamente sensíveis e podem ter inflamações graves ou até morte súbita. Peixes também são afetados: a fumaça altera a qualidade da água dos aquários, causando estresse e enfraquecimento do sistema imunológico. Mesmo em casas ventiladas, os resíduos do cigarro permanecem em móveis, tapetes e roupas.

Os sinais de alerta incluem tosse, espirros, secreção nasal, falta de ar, conjuntivite e emagrecimento. Nos casos mais graves, podem surgir neoplasias. Especialistas recomendam evitar fumar em ambientes fechados e manter os pets longe de roupas e objetos com cheiro de cigarro. A orientação é simples: proteger o animal é essencial, pois ele não tem escolha diante da exposição ao tabagismo passivo.