Cinco atletas da Copa de 2026 são acusados ou investigados por estupro

Pelo menos cinco jogadores que disputam a Copa do Mundo de 2026 estão sendo investigados ou já responderam a investigações por acusações de estupro ou agressão sexual anteriores ao início do torneio. A lista inclui Ryan Mendes, de Cabo Verde; Junya Ito e Kaishu Sano, do Japão; Achraf Hakimi, do Marrocos; e Thomas Partey, de Gana.
A Fifa não adota uma regra geral que proíba a inscrição de atletas acusados ou processados por estupro ou agressão sexual. A entidade costuma afirmar que respeita os processos judiciais de cada país e que as federações nacionais respondem pelas convocações. Sem suspensão disciplinar, decisão judicial ou outra medida legal que impeça a atuação, o jogador segue elegível.
A polícia da Nova Zelândia investiga Ryan Mendes, capitão de Cabo Verde, após denúncia de estupro feita por uma brasileira. O caso teria ocorrido em março, no hotel onde a seleção cabo-verdiana estava hospedada para amistosos na Oceania, e a investigação começou em 10 de abril. Segundo o ge, a polícia recolheu imagens de câmeras de segurança do hotel e aguarda laudos periciais de exames de corpo de delito para concluir o inquérito.
No Japão, Junya Ito foi acusado por duas mulheres em 2024, mas promotores decidiram não avançar com o caso nem contra o jogador nem contra as acusadoras por falta de provas. Kaishu Sano chegou a ser preso em Tóquio no mesmo ano acusado de agressão sexual, mas não recebeu condenação e voltou à seleção. Hakimi irá a julgamento na França após acusação de estupro feita por uma mulher de 24 anos, enquanto Thomas Partey responde no Reino Unido a sete acusações de estupro e agressão sexual e teve visto negado pelo Canadá por causa da investigação.
