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Estudo aponta cinco hábitos que ajudam a preservar a cognição de idosos

Exames cerebrais de paciente com diagnóstico de Alzheimer
Exames cerebrais de paciente com diagnóstico de Alzheimer sobre uma mesa. Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

Um estudo realizado em 11 países da América Latina, incluindo o Brasil, concluiu que a combinação de cinco mudanças no estilo de vida retardou o declínio cognitivo de idosos com maior risco de demência. Publicada na revista The Lancet, a pesquisa Latam-Fingers acompanhou 1.065 pessoas de 60 a 77 anos durante dois anos.

O programa reuniu atividade física, alimentação saudável, controle de fatores de risco cardiovasculares, treinamento cognitivo e socialização. O grupo submetido à estratégia apresentou melhora cognitiva 55% superior à registrada entre os participantes que receberam apenas orientações gerais de saúde, com ganhos em memória, atenção, planejamento e tomada de decisões.

Segundo os pesquisadores, os resultados dependem da adoção simultânea dos cinco pilares, e não de uma medida isolada. O estudo não indica que a demência possa ser totalmente evitada, mas reforça que mudanças sustentadas na rotina podem retardar o comprometimento cognitivo. Os participantes serão acompanhados por mais quatro anos para avaliar a duração dos benefícios.