Médicos fazem cirurgia inédita no útero para tratar bebê com intestino fora do corpo

Uma gestante de Londres, no Reino Unido, passou por uma cirurgia experimental nos Estados Unidos para tratar o filho ainda no útero. Theo tinha gastrosquise complexa, uma malformação em que a parede abdominal não se fecha totalmente e o intestino se desenvolve fora do abdômen. Ele se tornou o primeiro bebê britânico submetido ao procedimento e o terceiro participante do estudo clínico. Com informações da BBC Brasil.
Maisie Savage estava com 26 semanas de gestação quando a equipe do Hospital Infantil do Texas realizou a operação, em novembro do ano passado. Os médicos expuseram parcialmente o útero, retiraram o líquido amniótico e usaram dióxido de carbono para ampliar o espaço interno. Por técnica minimamente invasiva, recolocaram os órgãos de Theo no abdômen e fecharam a parede abdominal com suturas.
A gastrosquise afeta cerca de um em cada 3 mil bebês nascidos no Reino Unido. Nos casos mais graves, recém-nascidos podem permanecer até seis meses em UTI neonatal, precisar de novas cirurgias, alimentação intravenosa e até transplante de intestino. Theo permaneceu no útero até o fim da gestação, nasceu de parto normal em fevereiro, no Texas, e voltou com os pais para Londres. “Hoje ele está ótimo. É, essencialmente, um bebê como qualquer outro”, afirmou Savage.
