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Clínica da Gávea é condenada após funcionários causarem morte de músico

Fachada da Clínica da Gávea
Fachada da Clínica da Gávea, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

A Clínica da Gávea foi condenada a pagar R$ 300 mil à mãe e à namorada do músico Mário Rezende Travassos, que morreu após uma contenção feita por funcionários da instituição. A 19ª Câmara de Direito Privado reconheceu falha na prestação do serviço e o direito das familiares à indenização.

Mário havia se internado na véspera para tratar esquizofrenia e insônia. No dia seguinte, a família recebeu a informação de sua morte, sem outros esclarecimentos da equipe da clínica. Câmeras de segurança registraram funcionários abordando o músico em uma área onde ele não tinha autorização para entrar.

Os enfermeiros imobilizaram Mário no chão e mantiveram os joelhos sobre suas costas até ele parar de resistir. Laudo pericial concluiu que a contenção inadequada causou a morte e afastou a cardiopatia indicada no laudo cadavérico. Diogo Fonseca Molina e Carlos Francisco Ferreira Martins responderam criminalmente pelo caso e receberam condenação da 40ª Vara Criminal.