Colar de R$ 2 milhões dado a Neymar levou polícia a esquema de joias roubadas; entenda

Um colar de ouro avaliado em R$ 2 milhões, dado pelo influenciador Buzeira a Neymar durante um cruzeiro em 2023, levou a Polícia Civil de São Paulo a abrir uma apuração sobre a origem do metal usado na peça. A investigação avançou e chegou a uma rede suspeita de receber, derreter e revender alianças e outras joias roubadas. O jogador não é investigado, e não há indicação de participação dele no esquema ou de que o ouro do colar tivesse origem criminosa.
Nesta segunda-feira (24), o Departamento Estadual de Investigações Criminais deflagrou a segunda fase da Operação Ouro Reverso. A ação cumpre quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos, além de bloquear cerca de R$ 34 milhões em bens ligados aos investigados. Sessenta policiais, auditores da Receita Estadual e avaliadores da Caixa Econômica Federal participam da operação.
A polícia identificou Douglas Bonetti Rocha, conhecido como Jimmy, como fabricante da joia presenteada a Neymar. Em depoimento, ele disse que comprava ouro de fornecedores e em leilões da Caixa, além de apresentar uma nota fiscal de R$ 720 mil, mas a investigação não conseguiu esclarecer a procedência de todo o material.
