“Colosso do saxofone”: Sonny Rollins, lenda do jazz, morre aos 95 anos

O saxofonista Sonny Rollins, um dos maiores nomes da história do jazz, morreu na segunda-feira (25), aos 95 anos, em sua casa em Woodstock, Nova York. A informação foi divulgada nas redes oficiais do artista. Conhecido como o “colosso do saxofone”, título associado ao álbum “Saxophone Colossus”, de 1956, Rollins foi considerado um dos últimos representantes da era de ouro do jazz.
Ao longo de quase sete décadas de carreira, Rollins trabalhou com nomes como Charlie Parker, Miles Davis, Thelonious Monk e John Coltrane. Seu estilo marcou o hard bop e ajudou a redefinir o papel do saxofone no jazz. Mesmo com problemas respiratórios que limitaram suas apresentações nos últimos anos, o músico seguiu ativo até idade avançada. “Continuo vivo porque continuo aprendendo”, disse Rollins em entrevista à AFP em 2016.
A obra de Rollins também teve forte dimensão política e social. Em “Freedom Suite”, de 1958, ele tratou da luta dos afro-estadunidenses por igualdade de direitos. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, voltou aos palcos quatro dias depois, em Boston, em apresentação que se tornou um álbum ao vivo em homenagem às vítimas. Lucille, sua esposa e empresária por quase 40 anos, morreu em 2004.
