Com 11 penas de mortes, 39 membros de uma família são condenados por escravidão na China

Um tribunal chinês condenou à morte 11 membros da família Ming, conhecida por operar centros de fraude em Mianmar. A sentença foi proferida na segunda-feira (29) na cidade de Wenzhou, onde 39 integrantes do clã foram julgados por crimes incluindo fraude em telecomunicações, cassinos ilegais e tráfico de drogas.
De acordo com a emissora estatal CCTV, além das sentenças de morte, outros cinco membros receberam pena capital com suspensão de dois anos, enquanto 11 foram condenados à prisão perpétua. Os demais receberam penas que variam de cinco a 24 anos de prisão. O tribunal apurou que as atividades criminosas geraram mais de 10 bilhões de yuans (cerca de R$ 7,4 bilhões).
A família Ming controlava operações na cidade de Laukkaing, em Mianmar, onde transformou a região em um centro de golpes e jogos de azar. As investigações constataram que o grupo foi responsável pela morte de vários funcionários que tentavam retornar à China, incluindo casos de execução a tiros para impedir sua fuga.
As condenações representam um forte movimento da China contra o crime organizado em suas fronteiras. A família Ming já havia sido identificada pela ONU como responsável por operações que mantinham milhares de pessoas em regime de “ciberescravidão”, forçadas a trabalhar em fraudes online.
