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Com apenas um terço da capacidade, SP vive a pior crise hídrica dos últimos 10 anos

Vista aérea do Sistema Cantareira. Foto: reprodução

O Sistema Cantareira, principal reservatório de abastecimento da Grande São Paulo, registrou 29,7% de capacidade neste setembro – o pior nível para o mês desde 2015. Os dados da Sabesp mostram uma queda constante desde 2023, quando o sistema operava com 69,2% de sua capacidade.

A situação atual reflete a pior crise hídrica para o período em uma década. Na última quinta-feira (18), o volume total caiu para 32,3%, representando a menor marca desde 2015. A Sabesp implementou medidas emergenciais, incluindo redução de pressão no abastecimento por 10 horas durante as madrugadas na região metropolitana.

Camila Viana, presidente da SP Águas, afirmou que “medidas simples do dia a dia podem fazer muita diferença na redução do consumo”. A secretária de Meio Ambiente, Natália Resende, garantiu que o estado “está preparado” para as possíveis consequências da crise hídrica, trabalhando de forma preventiva para evitar escassez no abastecimento.

O cenário atual excede em gravidade os níveis registrados em anos críticos como 2021 (32,8%) e 2022 (30,7%), aproximando-se perigosamente da crise histórica de 2015, quando o sistema operava com volume negativo de -12,9%.