Apoie o DCM

“Comia restos”: A brasileira que cresceu no lixão e hoje tem uma empresa milionária

Empresária Alexandra Borges. Foto: Karla Rabech

A empresária Alexandra Borges, de 52 anos, superou uma infância marcada pela extrema pobreza para construir um império no setor de alimentação que faturou R$ 6 milhões em 2024. Sua história começou aos 1 ano e 10 meses, quando foi resgatada de um lixão em Jacareí (SP) por Sebastiana, uma lavadeira que se tornou sua mãe adotiva. “Ela me deu amor, dignidade e um novo sobrenome”, relata Alexandra. Com informações do UOL.

Aos 8 anos, começou a vender coxinhas para ajudar em casa. “Vi a minha mãe chorando por não termos dinheiro para comprar uma torneira. Fui à rua com uma bacia de coxinhas que eu chamava de ‘bolinhas de frango com amor'”, conta. Aos 13, tornou-se balconista e descobriu sua aptidão para vendas, conciliando trabalho e estudos noturnos.

Após um casamento precoce, dois filhos e um divórcio, Alexandra aceitou um desafio profissional em Angola em 2010. “Foram cinco anos de muito trabalho, em um ambiente desafiador”, relembra. Ao retornar ao Brasil, investiu suas economias no sonho do empreendedorismo. “Estudei o mercado e busquei entender quais segmentos eram mais viáveis. Eu não podia errar”.

Em 2015, adquiriu sua primeira franquia da Casa do Pão de Queijo, seguida por uma unidade do Café do Ponto. Quase uma década depois, as operações atendem 150 mil clientes anuais. Em 2024, expandiu com o Café do Barão e projeta faturamento de R$ 8 milhões, fechando um ciclo de superação que começou entre sacos de lixo.