Comitiva chinesa na posse de Lula é de nível mais alto que a dos EUA

Foto: Reprodução/Noel CELIS/AFP
Com a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo da China decidiu enviar para a cerimônia o vice-presidente do país, Wang Qisha. O país espera que o encontro com o novo governo brasileiro garanta um “impulso” na relação dos países.
Ao todo, nos próximos dias, desembarcaram praticamente 60 delegações estrangeiras para a posse de Lula, que acontecerá no dia 1º de janeiro de 2023.
Em uma competição por espaços de hegemonia com os Estados Unidos, os chineses procuraram enviar uma delegação de mais alto nível do que a Casa Branca. Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, explicou que Qisha liderará a delegação chinesa ao Brasil.
Por outro lado, no caso dos americanos, apesar da esperança de que o presidente americano Joe Biden ou a vice-presidente Kamala Harris estivessem presentes à posse, a escolha final do governo de Washington foi pela secretária do Interior dos Estados Unidos, Deb Haaland.
Segundo o colunista Jamil Chade, do UOL, a realidade dos últimos anos do Brasil, com o mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL), a relação comercial e de investimentos entre os dois países batendo todos os “maus” recordes acabou abalando e, até mesmo, terminando a relação dos países.
Por sua vez, antes mesmo de começar, de fato, seu governo, Lula já indicou que Pequim, a capital da China, será um de seus primeiros destinos internacionais, junto com os EUA e Argentina.
