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Como a crise na Argentina mudou a vida na favela mais antiga de Buenos Aires

O presidente da Argentina, Mauricio Macri (Arquivo/Agência Brasil)

Do G1:

Numa tarde de sábado em junho, um grupo jogava futebol em um dos campinhos de futebol da Villa 31, a favela mais antiga de Buenos Aires.

Distribuídos pelas arquibancadas recém-construídas, muitos dos espectadores assistem à partida agarrados à garrafa térmica e com o mate na mão. Os gritos da torcida rivalizam com o som alto de reggaeton que invade as ruas estreitas que margeiam o campo, contornadas de cima por um emaranhado de fios que ligam de forma desordenada os postes, carimbados com plaquinhas que oferecem serviço de “internet banda ancha”.

À primeira vista, é um fim de semana como os outros nesta que é uma das maiores comunidades da capital argentina, com mais de 40 mil habitantes. Mas uma coisa mudou: os carrinhos de churrasco desapareceram.

“Dois anos atrás você veria um monte de gente comendo parrillita na rua a essa hora. Mas ninguém mais aqui tem dinheiro para comprar carne”, explica Magdalena Bazan, que mora na comunidade há 36 anos.

Apesar de a produção de carne bovina na Argentina ter avançado 7,4% entre 2017 e 2018, o consumo interno diminuiu, ainda que levemente (0,1%), de acordo com as estatísticas do Foreign Agricultural Service, ligado ao Ministério da Agricultura dos EUA.

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