Como a poeira do deserto do Saara está afetando o Brasil

Uma nuvem de poeira do deserto do Saara avança sobre o Atlântico tropical e deve alcançar áreas do Norte e Nordeste do Brasil nos próximos dias. Transportado pelos ventos alísios, o fenômeno também pode atingir regiões da América do Sul, Central e Caribe. Sistemas de monitoramento indicam aumento na concentração de partículas em suspensão na atmosfera.
Mapas de previsão apontam elevação de “PM₁₀” e da fração mais fina, conhecida como “PM₂.₅”, composta por partículas com até 2,5 micrômetros de diâmetro. Por serem microscópicas, conseguem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea. Desde segunda-feira (23), meteorologistas relatam ar mais turvo em países do norte do continente, com pico previsto entre terça (24) e quarta-feira (25).
A presença dessas partículas pode afetar temporariamente a qualidade do ar, causando irritação nos olhos e vias respiratórias, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Além do impacto na saúde, a poeira interfere na formação de nuvens e chuvas e pode alterar a dispersão da luz, intensificando tons no pôr do sol.
