Como comunidade nos EUA combate o surto de sarampo mais mortal da história

Autoridades de saúde da Pensilvânia têm feito visitas domiciliares para ampliar a vacinação contra o sarampo entre famílias amish, durante o surto mais mortal registrado nos Estados Unidos desde 1992. O estado contabilizou quatro mortes por complicações da doença, incluindo dois recém-nascidos, uma jovem de 18 anos e uma mulher de 40 anos.
A enfermeira Dale Weiser, do Departamento de Saúde do Condado de Chester, percorre até 48,3 quilômetros para aplicar doses nas residências. Ela já vacinou cerca de 100 pessoas desde o início do surto. No condado, 538 pessoas receberam a vacina, sendo 340 em ambientes privados, como casas de moradores.
O Departamento de Saúde estadual aplicou quase 4.300 doses da vacina tríplice viral em clínicas temporárias perto do epicentro do surto, iniciado no fim de abril. A Pensilvânia abriga cerca de 90 mil amish, e estima-se que apenas um quarto da comunidade na região de Lancaster tenha recebido a vacina contra o sarampo. “Quando você começa a conversar, responde às perguntas deles e constrói essa confiança, muitas vezes eles tomam uma decisão diferente”, afirmou Weiser.
