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Como contrato fez a Globo perder R$ 1,3 bilhão

Fachada de prédio da Globo. Foto: Sérgio Ripardo/Bloomberg Línea

A Globo encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de 35% na base de assinantes do Globoplay, impulsionada pelo sucesso do BBB 26 e pelo contrato com a Claro, que inclui o streaming em seus pacotes. Apesar do aumento no número de usuários, a receita do serviço caiu 2% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 1,3 bilhão.

Segundo o Notícias da TV, parte dessa discrepância é explicada pelo modelo de contrato com a Claro, que garante à Globo um valor fixo mensal, independentemente de quantos novos assinantes entram na plataforma. Ou seja, a base cresce, mas nem sempre há aumento proporcional no faturamento.

Enquanto isso, outros produtos pagos, como o Premiere, registraram avanço de 40%, e a Ge TV ultrapassou 16 milhões de inscritos no YouTube. A publicidade continua sendo o principal motor financeiro da emissora, com receita de anúncios subindo 12%, de R$ 2,7 bilhões para R$ 3 bilhões, representando 68% da receita total.

No total, a receita líquida da Globo alcançou R$ 4,4 bilhões, alta de 7%, mas os custos cresceram 14%, para R$ 3,9 bilhões, pressionando a geração de caixa. O Ebitda caiu 27%, de R$ 647 milhões para R$ 469 milhões. Para recuperar tração, a empresa aposta em grandes eventos ao longo do ano, como eleições, Copa do Mundo e Rock in Rio.