Cores acalmam ou deixam nervoso? Entenda como a luz age no cérebro

As cores não existem propriamente na luz: elas resultam da interpretação que o sistema nervoso faz dos diferentes comprimentos de onda captados pela retina. Cones, bastonetes e outras células sensíveis à luz trabalham juntos para formar a percepção de tons como vermelho, verde e azul.
Parte desse processo vai além da visão. Células da retina com melanopsina respondem especialmente à luz de comprimentos de onda curtos, associados ao azul-esverdeado, e enviam sinais que ajudam a regular sono, estado de alerta e ritmos circadianos. Por isso, a luz de telas durante a noite pode sinalizar ao organismo que ainda não é hora de dormir.
Embora o azul costume ser associado à calma, a luz azulada entre 460 e 480 nanômetros pode elevar o estado de alerta à noite e interferir na produção de melatonina. Estudos também relacionaram a percepção do vermelho a padrões de atividade cerebral associados à ansiedade, mas essas associações não comprovam que uma cor isolada provoque emoções específicas: o contexto em que ela aparece também muda a resposta do cérebro.
