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Como deixar a ida à academia mais prazerosa, segundo especialista

Mulher fazendo academia. Foto: ilustração

Para muitas pessoas, ir à academia é uma batalha diária contra a própria vontade, o que frequentemente leva ao abandono dos treinos. Pesquisadores da psicologia do exercício, no entanto, apontam que o segredo para a regularidade não está na disciplina pura, mas no prazer durante a prática. Fábio Dominski, professor de educação física da Udesc, explica que a sensação de bem-estar pós-treino é menos crucial do que a resposta afetiva no momento da atividade.

Dominski desafia a cultura do “no pain, no gain” ao afirmar que promover experiências positivas é fundamental. “A gente tem que promover boas experiências. Aqueles famosos bordões como ‘na força do ódio’ colocam o exercício como um sofrimento. Isso não é bom para o futuro”, disse o especialista à Folha. A motivação sustentável, segundo ele, está ligada a três necessidades psicológicas: autonomia, competência e vínculo social.

O professor oferece dicas práticas para tornar a musculação mais prazerosa. Uma delas é a “regra pico-fim”, que sugere terminar o treino com o exercício preferido, fazendo com que a sessão seja lembrada como mais agradável. Outra estratégia é inverter a lógica da intensidade, começando com cargas mais altas e reduzindo ao longo do treino, além de simplificar ou dispensar alongamentos longos.

Incorporar elementos externos, como ouvir músicas que gosta ou treinar com amigos, também transforma a obrigação em um momento de prazer e interação social. “Nossas preferências precisam ser respeitadas. Não gosta de algum exercício? A gente pode achar outro que tem o mesmo papel, mas que faz você se sentir bem”, concluiu Dominski.