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Como funciona a picância das pimentas e por que arde na boca

Diversidade de pimentas. Foto: Divulgação

A sensação de ardência provocada por pimentas está relacionada à presença de capsaicina, substância encontrada principalmente nas sementes e membranas internas. Esse composto ativa receptores nervosos sensíveis ao calor, gerando uma sensação de queimação. Apesar do desconforto, não ocorre dano direto ao tecido bucal em níveis comuns de consumo.

A intensidade da picância é medida pela Escala Scoville, criada em 1912. Espécies como dedo-de-moça têm ardência moderada, enquanto variedades como habanero e Carolina Reaper alcançam índices elevados. A escala orienta consumidores e profissionais na escolha da pimenta adequada ao preparo culinário.

Para reduzir a ardência, recomenda-se ingerir leite, iogurte ou alimentos ricos em gordura, pois a capsaicina não é solúvel em água. Açúcar e amido também podem diminuir a sensação. A água tende a espalhar o composto pela boca, prolongando o incômodo. Esses cuidados são comuns em degustações profissionais.

A picância é utilizada para realçar sabores e destacar aromas em receitas. No Brasil, pimentas aparecem em molhos, conservas e pratos regionais. O armazenamento correto mantém sabor e textura. A escolha da variedade depende da tolerância individual e do objetivo do prato.