Como governo Lula reagiu à vitória da direita na Bolívia

A vitória de candidatos de direita no primeiro turno das eleições presidenciais da Bolívia, no domingo (17), não causou grande preocupação no governo brasileiro. Segundo Igor Gadelha, do Metrópoles, fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty avaliam que o Brasil deve manter relações estáveis com o país vizinho, independentemente do resultado eleitoral.
Pela primeira vez na história boliviana, dois candidatos de direita avançaram para o segundo turno, marcado para 19 de outubro. Apesar da derrota da esquerda, assessores de Lula acreditam que o diálogo entre os países seguirá sem rupturas. “A Bolívia precisa mais do Brasil do que o contrário”, destacou uma fonte governamental.
O Itamaraty adotou postura de não interferência, mesmo diante das críticas do ex-presidente Evo Morales, que questionou a legitimidade do pleito. “Não somos juízes de eleições alheias”, afirmou um diplomata. O governo brasileiro aguarda o resultado definitivo para se pronunciar oficialmente.
