Como identificar a falta de sono profundo e o que fazer, segundo especialistas

Com o avanço dos dispositivos wearables, muita gente acompanha diariamente índices que prometem medir a qualidade do sono. Porém, mesmo com pontuação alta, é comum acordar exausto. Especialistas explicam que isso pode indicar falta de “sono de ondas lentas”, também chamado de “sono profundo”, etapa essencial para a recuperação do corpo.
Segundo Avinesh S. Bhar, “o sono de ondas lentas é a fase mais profunda do sono não-REM” e a mais difícil de interromper. O estágio N3 do sono não-REM concentra processos importantes: regulação metabólica, sensibilidade à insulina e controle do apetite.
Estudos mostram aumento da grelina e queda da leptina quando falta sono profundo. Pesquisas citadas pelos especialistas também apontam impacto no sistema imunológico e no humor, associando a privação a níveis maiores de depressão.
Os sinais de déficit não aparecem nos relógios inteligentes. Acordar cansado, depender de estimulantes, sentir irritação ou piora cognitiva são indicadores de que o N3 não foi suficiente. Para melhorar o sono, especialistas recomendam reforçar a higiene do sono, evitar cafeína à noite, reduzir telas, controlar o estresse e manter o quarto escuro e fresco. Ir para a cama mais cedo ajuda, já que o corpo prioriza o sono profundo no início da noite.
