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Como identificar combustível adulterado em postos ligados ao PCC

Posto de combustível em São Paulo identificado pela PF como ligado ao PCC – Foto: Reprodução

O esquema de adulteração de combustíveis investigado na Operação Carbono Oculto, ligado ao PCC, levanta preocupação entre motoristas sobre a qualidade do produto oferecido nos postos. Misturas irregulares, como a adição de metanol, podem causar sérios danos ao veículo. Os sinais mais comuns de combustível adulterado são perda de força do motor, falhas ao dar partida, aumento repentino no consumo, ruídos incomuns e cheiro de solvente ou querosene saindo pelo escapamento. Luzes de alerta no painel também podem indicar problemas na injeção logo após o abastecimento.

Para se proteger, especialistas orientam a abastecer apenas em postos de confiança, preferencialmente com bandeira conhecida, e sempre solicitar a nota fiscal, o que garante ao consumidor meios de recorrer caso haja necessidade. Outra recomendação é desconfiar de valores muito abaixo da média, já que preços muito baixos podem indicar fraude na composição da gasolina, do etanol ou do diesel. “O barato pode sair caro quando falamos em combustível adulterado”, alertam autoridades ligadas à fiscalização.

A investigação mostrou que cerca de mil postos teriam ligação com o esquema, movimentando mais de R$ 52 bilhões em quatro anos. O uso de metanol e outras substâncias, além de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, transformou a fraude em uma das maiores já desarticuladas no país.