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Como iFood e Rappi driblam legislação para vender cigarros eletrônicos

Cigarro eletrônico. Foto: ilustração

Grandes plataformas de delivery como iFood e Rappi estão driblando a proibição nacional de comercialização de cigarros eletrônicos. Uma reportagem do uol revelou que lojas nestes aplicativos vendem ilegalmente dispositivos conhecidos como vapes e pods, com preços variando entre R$ 79 e R$ 300.

No iFood, as lojas utilizam estratégias de camuflagem: os produtos não aparecem diretamente no aplicativo, mas os clientes são redirecionados para negociações via WhatsApp após acessarem tabacarias específicas. Já no Rappi, a venda é mais explícita, com estabelecimentos usando nomes sugestivos como “Pods Confiar” e “Pods 24h”, oferecendo entrega em aproximadamente uma hora na capital paulista.

A Anvisa mantém desde abril a proibição total para fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento e transporte desses dispositivos. A agência classifica os DEFs (Dispositivos Eletrônicos para Fumar) como produtos ilegais no país.

Em nota, o iFood afirmou que realiza fiscalização constante usando inteligência artificial e disponibiliza canais de denúncia. A empresa destacou que remove estabelecimentos que violam as políticas de venda de produtos com nicotina. O Rappi não se manifestou sobre as práticas identificadas em sua plataforma.