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Como livro virou prova no julgamento do assassino de Tupac

Tupac Shakur no MTV Video Music Awards de 1996
Tupac Shakur durante o MTV Video Music Awards, em Nova York, em 1996. Foto: Reprodução

Um livro de memórias publicado em 2019 se tornou uma das principais provas no julgamento de Duane Keith Davis, conhecido como Keffe D, pelo assassinato do rapper Tupac Shakur. A seleção do júri começou no Tribunal Distrital do Condado de Clark, em Las Vegas, para analisar a acusação de homicídio pela morte do artista, baleado em setembro de 1996.

Em “Compton Street Legend”, Davis se apresenta como uma testemunha ocular e descreve o ataque como uma retaliação após Tupac e integrantes dos Bloods agredirem Orlando Anderson, seu sobrinho, em uma arena de Las Vegas. O livro afirma que um homem no banco traseiro de um Cadillac branco pegou uma pistola Glock calibre .40 e atirou contra o rapper, que estava em uma BMW dirigida por Suge Knight.

A promotoria sustenta que os relatos equivalem a uma confissão feita fora do acordo que impedia o uso contra Davis de declarações dadas à polícia em 2008 e 2009. A defesa afirma que a obra contém ficção e exageros para fins comerciais. Davis, de 63 anos, declarou-se inocente e nega envolvimento no crime; a arma e o carro usados no ataque nunca foram localizados.