Como livro virou prova no julgamento do assassino de Tupac

Um livro de memórias publicado em 2019 se tornou uma das principais provas no julgamento de Duane Keith Davis, conhecido como Keffe D, pelo assassinato do rapper Tupac Shakur. A seleção do júri começou no Tribunal Distrital do Condado de Clark, em Las Vegas, para analisar a acusação de homicídio pela morte do artista, baleado em setembro de 1996.
Em “Compton Street Legend”, Davis se apresenta como uma testemunha ocular e descreve o ataque como uma retaliação após Tupac e integrantes dos Bloods agredirem Orlando Anderson, seu sobrinho, em uma arena de Las Vegas. O livro afirma que um homem no banco traseiro de um Cadillac branco pegou uma pistola Glock calibre .40 e atirou contra o rapper, que estava em uma BMW dirigida por Suge Knight.
A promotoria sustenta que os relatos equivalem a uma confissão feita fora do acordo que impedia o uso contra Davis de declarações dadas à polícia em 2008 e 2009. A defesa afirma que a obra contém ficção e exageros para fins comerciais. Davis, de 63 anos, declarou-se inocente e nega envolvimento no crime; a arma e o carro usados no ataque nunca foram localizados.
