Como nasce um ciclone-bomba e por que ele pode causar estragos

Um ciclone-bomba nasce quando uma área de baixa pressão se intensifica de forma muito rápida. O processo, chamado de ciclogênese explosiva, ocorre com o encontro entre uma massa de ar frio e outra mais quente e úmida, que ajuda a organizar o sistema e a formar uma frente fria.
À medida que a pressão cai no centro do ciclone, aumenta a diferença em relação às áreas ao redor. Esse contraste acelera o deslocamento do ar e pode provocar rajadas intensas, tempestades, granizo, chuva volumosa e queda brusca de temperatura. Nem todo ciclone extratropical, porém, ganha força suficiente para receber a classificação de ciclone-bomba.
O sistema formado entre o Uruguai, o litoral do Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico na noite de quinta-feira (6) poderia se intensificar nesta sexta-feira (7). Como o centro deve permanecer no oceano, os principais efeitos em terra tendem a vir da frente fria e das linhas de tempestade. Os modelos indicavam rajadas de 90 a 110 km/h no litoral paulista, na Serra do Mar, no Vale do Paraíba, na Costa Verde e no sul do Rio de Janeiro, além de ventos acima de 91 km/h no sul e no leste gaúcho.
