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Como o Instagram libera conversas “sensuais” entre IA e crianças

Crianças usando smartphones e tablets. Foto: Getty Images

Um documento interno da Meta revelou que suas regras para inteligência artificial permitiam que assistentes virtuais “envolvessem crianças em conversas românticas ou sensuais”, além de gerar informações médicas falsas e reforçar preconceitos raciais. A análise foi feita pela agência Reuters, que confirmou a autenticidade do arquivo da empresa, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp.

Segundo o documento de mais de 200 páginas, intitulado “GenAI: Padrões de Risco de Conteúdo”, os assistentes poderiam se envolver em comportamentos provocativos, como elogiar a aparência de crianças, ainda que fosse proibido descrevê-las como sexualmente desejáveis. As regras foram aprovadas por equipes jurídicas, de políticas públicas e de engenharia da Meta, incluindo o diretor de ética.

A Meta removeu os trechos que autorizavam interações românticas com menores em agosto. O porta-voz Andy Stone afirmou que essas conversas “nunca deveriam ter sido permitidas” e que os exemplos apresentados eram inconsistentes com as políticas da empresa.

O documento também indicava que os assistentes poderiam reforçar estereótipos raciais e fornecer informações médicas falsas. A Meta não divulgou a versão atualizada do regulamento, e algumas das passagens sinalizadas pela Reuters ainda não teriam sido revisadas, mantendo preocupação sobre a segurança e a ética de sua IA generativa.