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Como pastelaria descobriu golpe de Pix que durou sete meses

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Imagem gerada com inteligência artificial.

Uma funcionária de uma pastelaria em Limeira (SP) descobriu um golpe após conferir o pagamento de um pedido e notar que o dinheiro não havia entrado na conta. Ao revisar operações anteriores, o estabelecimento identificou que o mesmo cliente enviava comprovantes falsos de Pix havia cerca de sete meses, entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025.

O homem fazia pedidos de pastéis e outros alimentos pelo WhatsApp, usava dois números de telefone, apresentava nomes diferentes e alterava o nome do suposto pagador nos comprovantes. A pastelaria entregava as encomendas por acreditar que o valor havia sido transferido. O proprietário estimou prejuízo de cerca de R$ 2 mil e entre cinco e dez pedidos sem pagamento, enquanto conversas anexadas ao processo indicaram ao menos dez episódios. A polícia encontrou o acusado quando ele aguardava uma nova entrega, feita por um número ligado à mulher dele.

A 1ª Vara Criminal de Limeira condenou o homem na sexta-feira (31) por fraude eletrônica de forma continuada. A pena foi fixada em seis anos e oito meses de prisão, em regime inicial fechado, influenciada pela reincidência e pela repetição dos crimes. Ele admitiu na delegacia que pediu alimentos sem pagar, mas não compareceu ao interrogatório judicial. A sentença é de primeira instância, permite recurso em liberdade e não fixou valor mínimo de reparação à pastelaria.