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Você caminha ou realmente se exercita? Ritmo pode fazer toda a diferença

Pessoa caminha em área externa
Imagem ilustrativa

Caminhar é uma forma acessível de manter o corpo em movimento e pode beneficiar a pressão arterial e a saúde mental, além de se associar a menor risco de quedas, doenças cardiovasculares e demência. Mas a atividade não funciona automaticamente como exercício: o resultado depende da intensidade, do tempo dedicado e dos objetivos de cada pessoa.

O fisiologista do exercício Alex Rothstein afirma que o exercício precisa ser estruturado e mensurável, de modo a desafiar o organismo. Como referência, o American College of Sports Medicine recomenda cerca de 150 minutos semanais de atividade moderada, como caminhada rápida, ou 75 minutos de exercícios intensos. Um teste prático é a conversa: falar com facilidade indica esforço leve; conseguir dizer apenas algumas palavras sugere intensidade moderada.

Para tornar o percurso mais exigente, especialistas indicam aumentar o ritmo, alternar trechos lentos e rápidos, escolher subidas ou terrenos variados e incluir intervalos de corrida para quem já tem condicionamento. A caminhada também deve ser combinada com fortalecimento muscular ao menos duas vezes por semana, com exercícios de peso corporal, faixas de resistência ou pesos, além de práticas de equilíbrio e mobilidade.