Como vivem hoje Raniela e Rafaela, gêmeas siamesas separadas há 23 anos

As irmãs Raniela e Rafaela Rocha Cardoso, de Goianésia (GO), nasceram em 2002 unidas pelo abdômen e passaram por uma cirurgia de separação sete dias após o parto. Hoje, aos 23 anos, elas vivem saudáveis e não precisam de acompanhamento médico. Rafaela se tornou mãe recentemente e contou que chegou a temer ter gêmeos na gestação, mas o filho nasceu saudável.
A mãe das jovens só descobriu que as filhas eram siamesas no momento do parto, já que a ultrassonografia não havia identificado a condição. A separação foi realizada pelo médico Zacharias Calil, referência em casos de gêmeos conjugados. Ele explica que a ocorrência de siameses é rara, registrada em 1 a cada 150 mil nascidos vivos.
As irmãs descobriram a história de vida aos 7 anos, quando a mãe mostrou uma gravação sobre a cirurgia. Segundo elas, foi emocionante entender o motivo da cicatriz que carregavam no abdômen. Desde então, relatam uma vida normal e sem sequelas do procedimento realizado ainda no período neonatal.
O médico responsável destaca que Goiás se tornou referência mundial na separação de siameses. Desde 1999, foram atendidos 44 casos no estado, com 24 chegando à idade adequada para cirurgia. Segundo Calil, a taxa de sobrevida em Goiás chega a 50% nos casos mais complexos, bem acima da média mundial de 20%.
