Companhia aérea é condenada após mandar brasileira à Austrália por engano

A Justiça de São Paulo condenou a United Airlines a pagar R$ 8 mil de indenização a uma passageira idosa que foi embarcada por engano em um voo para Sidney, na Austrália, em vez de São Paulo. O caso ocorreu em fevereiro de 2024, quando a brasileira de 63 anos, com mobilidade reduzida e sem falar inglês, havia solicitado assistência especial da companhia.
Segundo a coluna de Rogério Gentile no UOL, a passageira embarcou em Houston, nos Estados Unidos, acreditando seguir para Guarulhos, mas após várias horas de voo descobriu, em pânico, que sobrevoava o Oceano Pacífico. Ao chegar a Sidney, ficou mais três horas sem informações antes de ser orientada a retornar para, só então, embarcar rumo ao Brasil.
No total, ela enfrentou 42 horas seguidas em aeronaves e um atraso de dois dias. A defesa da passageira afirmou que o episódio agravou seu estado de saúde, resultando em uma paralisia facial parcial diagnosticada como “Paralisia de Bell”. A companhia alegou que a responsabilidade era exclusiva da cliente, acusando-a de negligência ao não conferir corretamente o portão de embarque.
O juiz Adler Oliveira Nobre, da 31ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou os argumentos da empresa e destacou que havia falha grave no procedimento de embarque. “Ao permitir que uma passageira com bilhete para São Paulo ingressasse em uma aeronave para Sidney, a ré cometeu um erro primário, patente e grave”, escreveu na decisão. A United ainda pode recorrer.
