Condomínio de luxo da Barra da Tijuca discrimina trabalhadores por “poluição visual” e “mau cheiro”
Dezoito trabalhadores foram barrados num condomínio comercial na Barra da Tijuca. Segundo consta em boletim de ocorrência, o administrador teria dito que eles traziam “poluição visual e mau cheiro”. A ofensa foi testemunhada por um PM que foi ao local atender o chamado deles.
Os homens estavam a caminho da clínica BioCardio, especializada em medicina do trabalho. Com idades entre 18 e 59 anos, alguns deles negros, boa parte iria começar a atuar em funções como pedreiro, ajudante de pedreiro e servente nas obras da Linha 4 do Metrô. Após realizarem exames de raio-x e de sangue num laboratório próximo, nenhum deles obteve autorização na portaria para se dirigir à clínica.
“Houve uma total discriminação. E não foi a primeira vez, trata-se de uma briga antiga que eu tenho com o condomínio. Dizem que a nossa clínica não deveria funcionar aqui, devido ao tipo de público que atendemos”, diz Renato Sérgio, dono da BioCardio.
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