Taxa de condomínio sobe acima da inflação e chega a 40% do aluguel no Rio

As taxas de condomínio subiram acima da inflação em diversas regiões do Rio de Janeiro nos 12 meses encerrados em junho, aponta levantamento do Secovi-Rio. O Centro registrou a maior alta, de 11,8%, seguido pelo Jardim Botânico, com 9,3%. Campo Grande, com 4,2%, e Lagoa, com 3,3%, tiveram as menores variações.
No Edifício Marquês do Herval, na Avenida Rio Branco, a taxa condominial subiu 88% desde o fim da pandemia, segundo o sociólogo Danilo Bresciani, morador do prédio. Ele relaciona o aumento à maior ocupação das mais de 600 unidades, ao consumo de água, à instalação de biometria e ao uso dos oito elevadores. No Jardim Botânico, uma moradora relatou que o custo mensal de condomínio passou de R$ 1,6 mil para R$ 2 mil em menos de dois anos.
O peso das taxas também afeta os contratos de aluguel. Em Madureira, o condomínio equivale, em média, a 48,5% do valor da locação; no Méier, a 46,8%. Gastos com água, segurança e inadimplência elevam as contas dos prédios, enquanto proprietários reduzem aluguéis para manter inquilinos. Em junho, os aluguéis subiram 18,2%, impulsionados pela expansão das locações por temporada.
