Conexão Libia: Palocci requenta “denúncia” de Bolsonaro

O ex-ministro Antonio Palocci estaria disposto a delatar que o PT recebeu dinheiro de Muamar Kadafi em 2002, na campanha de Lula a presidente da República. Não tem prova, mas pode apresentar um antecedente, de credibilidade discutível: Em 2011, o deputado Jair Bolsonaro foi à tribuna para criticar a criação da Comissão da Verdade e apresentou a “denúncia’ de que, em 1981, o líder indígena Marcos Terena teria ido com Lula a Líbia para receber doação de Muamar Kadafi para ajudar na formação do PT.
Disse Marcos Tereno, na Comissão Nacional de Direitos Humanos, em 2006:
Um dia, como Piloto Comercial da Funai, quando fazia exames médicos no Hospital da Aeronáutica de São Paulo, em 1981, fui acionado pelo representante de um partido político em formação, o PT. Tinha que viajar com o presidente da entidade, Lula, para uma reunião com Muhammar al Kaddafi na Líbia, como componente importante da sociedade nacional, o Índio, e parte do projeto em formação de um partido da sociedade e da inclusão dos discriminados.
Assim num Jumbo da Aerolíneas Argentinas, pude viajar pela primeira e única vez, em primeira classe. Lá estavam também o peão Jair Meneghelli e um dos únicos Deputados do PT, Airton Soares. Em Madri, numa escala para a Líbia, alojado no Hilton Hotel, enquanto tomava uísque, Lula que não conhecia direito, com lágrimas nos olhos afirmava que seu grande sonho era ter três minutos no horário nobre da TV Globo, para poder dizer aos brasileiros que o tempo da liberdade e da inclusão social chegaria para todos.
Esse tempo chegou, pelo menos parece que chegou.
Esse tempo chegou, pelo menos parece que chegou.
Bolsonaro voltou ao tema hoje, em seu facebook:
Espero, agora, que o registro do PT venha a ser cassado.
Não só Bolsonaro, mas também os demais que estão desesperados com a liderança de Lula nas pesquisas.
