Congelamento de ativos russos acelera afastamento do dólar, diz jornal

O congelamento de ativos do Banco Central da Rússia por países ocidentais em 2022 acelerou a busca de outros países por menor dependência do dólar e por formas alternativas de guardar reservas, informou o jornal francês Les Echos. “O congelamento de ativos do Banco Central da Rússia em 2022 embaralhou as cartas. Os bancos centrais [de outros países] aceleraram o abandono do dólar em suas reservas”, afirmou a publicação. Com informações de Sputnik.
Países mantêm tradicionalmente ouro e outros ativos no Federal Reserve de Nova York e no Banco da Inglaterra, em razão do acesso a mercados líquidos. Mas as sanções contra Moscou levaram governos a retirar ouro de cofres estrangeiros ou a procurar outros locais para armazená-lo. Desde 2022, bancos centrais do Sul Global compraram mais de mil toneladas de ouro por ano durante três anos seguidos, ante menos de 500 toneladas anuais na década anterior.
A União Europeia e os países do G7 bloquearam cerca de metade das reservas cambiais russas. Mais de 200 bilhões de euros estão na União Europeia, principalmente em contas da Euroclear, sistema de liquidação sediado na Bélgica. Em agosto, a Comissão Europeia informou ter recebido cerca de 8 bilhões de euros em receitas da aplicação desses recursos, destinados à Ucrânia. Moscou reagiu ao restringir ativos e rendimentos de investidores de países considerados hostis em contas especiais do tipo C.
