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Conheça a diferença entre os bigodes de elefantes e dos outros mamíferos

Tromba de elefante. Fotomontagem: Reprodução/David Clode e Flickr

Um estudo conduzido na Alemanha e publicado na revista Science revelou que os pelos da tromba dos elefantes possuem uma estrutura interna inédita. A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto Max Planck, que investigaram como esses fios ajudam os animais a perceber o ambiente. Com informações da Superinteressante.

Ao analisar vibrissas de elefantes-asiáticos (Elephas maximus) com microscopia e microtomografia, os pesquisadores identificaram uma rede complexa de poros no interior dos fios. Diferentemente dos bigodes de outros mamíferos, como gatos e ratos, os pelos dos elefantes não têm músculos associados e não voltam a crescer quando caem.

Distribuídas ao longo da tromba em número aproximado de mil, as vibrissas são essenciais para a interação do animal com o meio. Rígidas na base e mais flexíveis na ponta, elas apresentam um “gradiente funcional”: a estrutura começa oca e resistente e se torna progressivamente mais densa e maleável. Essa configuração permite absorver impactos e evitar danos permanentes.

Para compreender o efeito dessa anatomia, a equipe imprimiu réplicas ampliadas em 3D e desenvolveu simulações computacionais. Os testes indicaram que a variação de rigidez ao longo do fio funciona como um mapa tátil, permitindo ao elefante identificar onde ocorre o contato. A partir dos resultados, os pesquisadores pretendem aplicar o princípio em sensores robóticos inspirados nesse mecanismo natural.