Consultor confirma propina de US$ 250 mil a diretor da CPTM
O consultor Arthur Gomes Teixeira confirmou em depoimento ao Ministério Público de São Paulo que trabalhou para a maioria das empresas fornecedoras da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e que seu trabalho, no contrato de revisão, fornecimento de materiais e 21 trens da série 1.700 visava equilíbrio das propostas, em preço moderado.
No inquérito da Polícia Federal que investiga o cartel de empresas, denunciado pela Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Teixeira é apontado como intermediário entre as empresas do setor metroferroviário e funcionários do governo paulista. Seria o responsável ainda por repassar o dinheiro de propina.
O contrato da série 1700 é um dos investigados. Foi firmado em 1998 e teve sete aditivos, o último deles assinado em 2004. O prazo inicial de entrega do serviço era de 24 meses, mas acabou estendido a 56 meses – mais que o dobro do previsto. Cinco dos aditivos levaram a assinatura de João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM investigado pela Polícia Federal e que teve seus bens bloqueados pela Justiça.
Teixeira confirmou ter feito depósitos de US$ 250 mil numa conta de Zaniboni na Suíça. Segundo o consultor, os depósitos foram feitos para pagar um estudo do setor metroferroviário feito por Zaniboni em 1998 – antes de ele trabalhar para a CPTM -, mas o contrato não foi escrito, apenas verbal.
SAIBA MAIS
