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Contrabando do Paraguai dá lucro de até 507% ao crime organizado

Cigarros paraguaios apreendidos em pátio da Receita Federal
Cigarros paraguaios apreendidos aguardam destruição em pátio da Receita Federal em Foz do Iguaçu. Foto: Reprodução

O contrabando de produtos do Paraguai para o Brasil pode render lucro de até 507% ao crime organizado, segundo estudo do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf). A entidade estima que esse mercado ilegal movimente R$ 60 bilhões por ano, impulsionado pela sonegação de tributos e por preços inferiores aos do comércio formal. Com informações de Folha de S.Paulo.

Facções como PCC e Comando Vermelho dominam a atividade na região de Foz do Iguaçu, no Paraná, principal porta de entrada de mercadorias ilegais no país. Os cigarros paraguaios lideram a rentabilidade, seguidos por medicamentos, incluindo peptídeos e anabolizantes, e smartphones. O estudo considera que apenas entre 5% e 10% dos produtos contrabandeados são apreendidos.

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 6,3 milhões de maços de cigarros no Paraná entre janeiro e abril, equivalente a 46,3% das apreensões nas rodovias federais do país no período. Para o presidente do Idesf, Luciano Stremel Barros, a operação inclui gastos com transporte, motoristas, laranjas, veículos e advogados, além do risco de apreensões e de interrupções causadas por ações policiais.