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“Conversei com Matsunaga e ouvi por que matou o marido”, diz maior estelionatária do país

Dominique Cristina Scharf, de 65 anos, é amplamente reconhecida como a maior estelionatária da história do Brasil. Foto: Divulgação

Dominique Cristina Scharf, conhecida como a maior estelionatária do Brasil, concedeu entrevista ao ‘O Globo’ após deixar a prisão, onde passou mais de 30 anos. Aos 65 anos, ela afirmou que deseja viver em liberdade cercada pela família e garantiu que não pretende voltar a cometer crimes, embora admita sentir tentações em situações cotidianas.

A sensação de isolamento diminuiu quando ela se aproximou de Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido em 2012. Segundo ela, a convivência com a outra carcereira foi fundamental para sua adaptação.

Ela relatou que ouviu da própria Matsunaga os motivos do crime e que a conversa mostrou que “nem todas as assassinas são iguais”. Essa troca, segundo ela, ajudou a compreender melhor o ambiente em que estava inserida sem confundir trajetórias e escolhas.

Durante o período em que esteve presa em Tremembé, interior de São Paulo, Dominique contou que inicialmente se sentia deslocada entre mulheres condenadas por crimes violentos. “Me sentia um ET, cercada por pessoas que tinham matado familiares. Eu nunca matei ninguém”, disse.