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Por que a Copa de 2026 tem tantos gols nos acréscimos

Jogadores da Argentina durante partida contra o Egito na Copa do Mundo de 2026
Jogadores da Argentina durante partida contra o Egito na Copa do Mundo de 2026. Foto: Reprodução

A Copa do Mundo de 2026 chegou a 22 gols marcados nos acréscimos do segundo tempo em 96 partidas, segundo análise de dados da Reuters publicada em 2 de julho. A média de 0,26 gol por jogo nesse recorte supera a registrada no Mundial de 2022, de 0,23, e mostra como o placar aos 90 minutos deixou de ser uma garantia para quem está em vantagem.

O caso mais evidente foi Argentina x Egito. A seleção africana vencia por 2 a 0, mas sofreu três gols nos últimos 13 minutos. Cristian Romero iniciou a reação, Lionel Messi empatou e Enzo Fernández marcou de cabeça, já nos acréscimos, o gol da virada por 3 a 2, resultado que manteve os argentinos vivos no torneio.

A tendência acompanha a orientação adotada pela FIFA desde 2022 para que árbitros compensem com mais rigor o tempo perdido em substituições, lesões, análises de VAR e comemorações. No formato ampliado de 2026, com 48 seleções e 104 partidas, o desgaste também pesa: uma seleção campeã pode disputar até oito jogos, em uma competição espalhada por Estados Unidos, Canadá e México, com longas viagens e altas temperaturas como fatores adicionais.