Copa do Mundo registra sete casos de racismo e 89 mil publicações abusivas

A Copa do Mundo 2026 contabiliza ao menos sete casos ou acusações de racismo pouco mais de um mês após o início do torneio, em 11 de junho. O episódio mais recente ocorreu no domingo (12), quando políticos franceses denunciaram um artigo do ex-presidente do governo espanhol Mariano Rajoy, que afirmou que a seleção da França “já não tinha franceses”. A declaração gerou reação às vésperas da semifinal entre França e Espanha, e Kylian Mbappé aparece como o principal alvo de ataques no Mundial.
A Fifa adota pela primeira vez em uma Copa o protocolo antirracismo durante as partidas, com previsão de interrupção do jogo em caso de manifestações discriminatórias nas arquibancadas ou em campo. O procedimento ainda não precisou ser acionado. Nas redes sociais, a entidade identificou 89 mil publicações abusivas na fase de grupos, 13 vezes mais do que na Copa de 2022; 11% delas tinham conteúdo racial.
Entre os episódios registrados, a senadora paraguaia Celeste Amarilla publicou mensagens ofensivas contra Mbappé após a eliminação do Paraguai, enquanto torcedores hostilizaram o influenciador americano IShowSpeed durante Argentina x Cabo Verde, caso que levou a Fifa a abrir investigação. Também entraram na lista o gesto em “X” feito pelo técnico do Egito, Hossam Hassan, a apuração sobre o árbitro de VAR Shaun Evans, posteriormente inocentado pela Fifa, e a acusação contra Bastian Schweinsteiger por chamar o futebol da Costa do Marfim de “selvagem” em comentário na TV alemã.
