Coreia do Norte aceita discutir desnuclearização com Estados Unidos, diz Coreia Sul
Texto de Gabriela Ruic no site da revista Exame.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, está disposto a discutir o processo de desnuclearização com os Estados Unidos (EUA) e normalizar a relação entre os países. Concordou, ainda, em cessar os testes balísticos e nucleares enquanto os diálogos estiverem em andamento. A expectativa é que uma rodada aconteça com a Coreia do Sul já no mês que vem.
As informações foram divulgadas na manhã desta terça-feira pela agência de notícias sul-coreana, Yonhap, e pelo chefe de segurança nacional do governo do Sul, Chung Eui-Yong, em entrevista à rede de notícias CNN.
A sugestão, diz a Yonhap, veio do próprio Kim e aconteceu no encontro com uma cúpula do alto escalão do governo do Sul, chefiada por Eui-Yong, em Pyongyang, capital do Norte, no início desta semana. O líder norte-coreano teria dito, ainda, que um possível processo de desnuclearização seria um desejo de seu pai, Kim Jong-il, antes de morrer em 2011.
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A visita dessa delegação nesta semana é a primeira em mais de dez anos e acontece depois da histórica viagem feita em fevereiro ao Sul por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, para a abertura dos jogos, evento no qual ela convidou Moon a realizar uma cúpula intercoreana no Norte.
O presidente sul-coreano aceitou o convite, mas notou que certas condições deveriam ser estabelecidas para que ela se torne realidade. E uma delas seria o reinício das conversas com os EUA.
Se o encontro entre Kim e Moon acontecer, o mundo estará diante da primeira cúpula intercoreana em mais de uma década, após a realizadas em Pyongyang em 2000 e 2007 entre o falecido líder e pai de Kim Jong-un e os também ex-presidentes do Sul – ambos liberais, como Moon – Kim Dae-jung e Roh Tae-woo.
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Essas manifestações sinalizam um possível fim para a crise nuclear que os testes balísticos e nucleares conduzidos pelo regime causaram no mundo nos últimos meses e que estremeceu sua relação com aliados como China e Rússia, além dos EUA, Japão e Coreia do Sul.
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O presidente americano, Donald Trump, logo se manifestou sobre a reunião entre o regime norte-coreano e a cúpula de Seul. Sem muitos detalhes sobre o resultado das conversas, o republicano disse apenas “vamos ver o que vai acontecer” em uma mensagem divulgada no Twitter.
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