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O que acontece com o corpo após 30 dias sem ultraprocessados

Alimentos ultraprocessados
Produtos industrializados. Foto: Reprodução

Cortar ultraprocessados por 30 dias pode provocar mudanças perceptíveis no corpo antes do que muita gente imagina. Entre os efeitos relatados estão a redução do inchaço, a melhora da pressão arterial e uma alteração gradual no paladar. Esses produtos são fórmulas industriais feitas com ingredientes pouco comuns em uma cozinha doméstica, como corantes, conservantes, aromatizantes e emulsificantes.

No Brasil, os ultraprocessados respondem por cerca de 20% das calorias consumidas pela população no dia a dia. Eles costumam concentrar muito sódio, açúcar e gorduras de baixa qualidade, combinação que favorece retenção de líquido e pode empurrar a pressão arterial para cima. Nos primeiros dias sem esses produtos, o organismo tende a eliminar parte da água retida, o que pode reduzir a sensação de corpo inchado.

Depois de duas a três semanas, a mudança pode ficar mais evidente. A retirada de ultraprocessados reduz o excesso de sódio e açúcar na rotina alimentar e tende a aliviar a inflamação discreta nos vasos sanguíneos. Com menos estímulos desse tipo, o coração passa a trabalhar com menor esforço para bombear sangue, e a pressão arterial pode começar a cair de forma mais consistente.

O paladar também passa por adaptação. Como ultraprocessados combinam sal, açúcar e gordura em proporções muito estimulantes, alimentos naturais podem parecer sem graça para quem os consome com frequência. Ao reduzir esses produtos, sabores de frutas, legumes e verduras voltam a aparecer com mais clareza. Trocas simples, como substituir embutidos por ovo ou frango, biscoitos por frutas ou castanhas e refrigerantes por água ou chá, ajudam a manter a mudança sem radicalismo.