Dez corpos em SP não têm relação com serial killer; entenda

A Polícia Civil descartou a hipótese de que um serial killer tenha agido na capital paulista após a descoberta de dez corpos enrolados em sacos plásticos e cobertores em pouco mais de um mês. A Justiça decretou a prisão de três homens suspeitos de participação nos assassinatos, e as investigações apontam ligação deles com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Para o historiador e cientista social Joel Paviotti, especialista em crime organizado, não há elementos que sustentem a versão espalhada nas redes sociais. “O boato não faz sentido porque não há uma assinatura de serial killer”, afirmou. Ele citou diferenças entre os sacos, cobertores, formas de corte e locais onde os corpos foram deixados, além da ausência de vínculo entre as vítimas.
Paviotti avalia que as chuvas e problemas na logística de cemitérios clandestinos podem explicar o descarte em vias públicas. Segundo ele, facções costumam usar sacos e cobertores para transportar cadáveres sem sujar veículos e tentar confundi-los com lixo. O especialista também disse que não há dados que permitam calcular quantas pessoas o PCC executa mensalmente.
