Corregedor do CNJ vai analisar R$ 300 milhões de depósitos judiciais da Lava Jato

Depósitos judiciais que somam R$ 300 milhões, determinados ao longo da Operação Lava Jato, estão no centro da correição extraordinária na 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba e do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), responsáveis pela operação.
De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, o corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, quer analisar como foram tomadas as decisões que os envolvem, além da origem e destinação dos recursos. Caso veja necessidade, Salomão pode pedir quebra de sigilos bancários.
O ministro desembarca em Curitiba esta semana para acompanhar os trabalhos de perto. Além disso, ele já requisitou provas colhidas na Operação Spoofing, que prendeu o grupo que hackeou os celulares da força-tarefa de Curitiba e do ex-juiz e agora senador Sergio Moro (União-PR).
Vale destacar que a inspeção extraordinária foi aberta após o juiz Eduardo Appio ser afastado das suas funções. Appio havia assumido os processos remanescentes na 13.ª Vara de Curitiba.
