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Corte de energia e subsolo colocam síndico no centro do assassinato de corretora

Síndico é preso. Foto: Divulgação

A Polícia Civil afirma que a dinâmica do crime reúne elementos técnicos que agravam a situação do síndico investigado pela morte da corretora. O principal ponto é o corte seletivo de energia: apenas a unidade da vítima ficou sem luz, enquanto os demais medidores do prédio continuavam funcionando normalmente, segundo a apuração.

Os investigadores destacam que a área dos relógios de energia não é de livre acesso e exige conhecimento da estrutura do condomínio. De acordo com a polícia, o síndico tinha acesso direto ao local e já havia utilizado o desligamento de energia em episódios anteriores de conflito com moradores, informação registrada no inquérito.

A análise dos horários da queda de luz, da ida da corretora ao subsolo e da ausência de circulação de terceiros permitiu à polícia delimitar que o homicídio ocorreu em um intervalo máximo de oito minutos. Para os investigadores, a combinação desses fatores é considerada relevante para a responsabilização do síndico no andamento do caso.