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Crianças viram sócias em empresas e acumulam dívidas após adultas; entenda

Repercussão do caso Renata Furst. Foto: G1

Um levantamento da GloboNews revelou que 166 empresas no Rio de Janeiro têm como sócios crianças de 2 a 16 anos. O uso de CPFs de menores por familiares para abrir negócios expõe lacunas na legislação e pode gerar dívidas milionárias quando esses jovens chegam à vida adulta.

Casos como o da jornalista Renata Furst e da gerente Rafaella D’Avila mostram os impactos. Renata descobriu que era sócia de empresas aos 6 anos e viu dívidas se acumularem, enquanto Rafaella herdou R$ 2,5 milhões em empréstimos e ações trabalhistas feitas em seu nome.

Especialistas alertam que a lei brasileira só exige autorização dos pais, sem impedir fraudes. Assim, jovens passam a responder por dívidas trabalhistas e tributárias contraídas por terceiros, em alguns casos ainda na infância.