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Crematórios ficam sobrecarregados com alta dos casos de Covid na China

O lado de fora de um crematório na capital da China, Pequim
Foto: Reprodução/AFP

O casos de covid-19, que as autoridades já consideram “impossível” de rastrear, na China, dispararam depois do governo acabar com quase três anos de confinamentos, quarentenas e rastreios em massa. Os crematórios do país estão lutando para administrar a chegada de cadáveres.

Os contágios tiveram uma enorme alta na nação, que acabou sobrecarregando os hospitais e, consequentemente, esvaziando as prateleiras das farmácias. Os crematórios estão superlotados.

Por sua vez, os trabalhadores de crematórios espalhados por todo o país disseram à Agence France-Presse (AFP), que não estão conseguindo acompanhar o exponencial de aumento das mortes.

Em Chongqing, a cidade República popular, com 30 milhões de habitantes, as autoridades solicitaram que, nesta semana, as pessoas que apresentassem sintomas leves fossem trabalhar. Um funcionário de crematório disse que, ao menos no seu trabalho, estavam sem espaço para armazenar cadáveres.

Outro incinerador da cidade também disse que “extremamente ocupado”. “É três ou quatro vezes mais do que nos anos anteriores, estamos queimando cerca de 40 cadáveres por dia, quando antes era apenas uma dúzia”, declarou um trabalhador.

Já na cidade de Shenyang, no nordeste da China, um agente funerário informou que os corpos demoravam até cinco dias para serem enterrados porque os crematórios estavam “absolutamente saturados”.

As autoridades registraram apenas 5 mortes por covid-19 na manhã desta terça-feira (20), contra 2 no dia anterior, em Pequim, a capital do país. Segundo eles, apenas mortes causadas diretamente por insuficiência respiratória provocada pelo vírus serão incluídas nas estatísticas da covid-19.

Por outro lado, o Departamento de Estado Americano (DoS) informou nesta segunda-feira (19) que o aumento desproporcional de casos na China havia se tornado uma preocupação internacional.

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