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Criança faz quimioterapia por erro médico e descobre doença correta só 7 anos depois

Faye Condon
Faye Condon, criança inglesa acompanhada pela mãe Christina Condon. Foto: Reprodução

A inglesa Christina Condon, de 36 anos, afirma que a filha, Faye Condon, passou por cinco meses de quimioterapia desnecessária depois de receber um diagnóstico errado de dermatomiosite juvenil, uma doença autoimune. Faye tinha 5 anos quando foi atendida no Hospital Infantil de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, em março de 2019, após a mãe notar dificuldades para correr, pular e caminhar como outras crianças da mesma idade.

Christina disse ao The Sun que procurou atendimento por causa de dores no quadril e da dificuldade da filha para sustentar o próprio peso. “Primeiramente, levei-a ao médico por causa de dores no quadril e incapacidade de suportar peso, e sabíamos que algo estava errado, mas os médicos não conseguiam ver o que eu, como mãe, conseguia ver. Ela não conseguia andar 200 metros até a escola, caía do nada, eu tive que gravar vídeos e tirar fotos para provar”, afirmou. Mesmo sem se convencer do diagnóstico, ela relata que não conseguiu fazer com que novos exames fossem realizados naquele momento.

Depois de cerca de seis ciclos de quimioterapia e injeções domiciliares, Christina buscou outra avaliação no Hospital Derriford, que encaminhou Faye ao Great Ormond Street Hospital. A menina recebeu o diagnóstico correto de distrofia muscular de Emery-Dreifuss aos 12 anos. A condição genética causa fraqueza muscular progressiva, rigidez nas articulações e pode provocar problemas cardíacos; não tem cura nem tratamento específico. Christina criou uma campanha no GoFundMe para ajudar nos custos do tratamento e entrou com uma queixa formal contra o Hospital Infantil de Bristol.